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Tpico: [Romance Ertico] Sem Ttulo

  1. #1
    Usurio(a) Snior Avatar de Patricia Rolo
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    Red face [Romance Ertico] O cho de estrelas

    O cho de estrelas

    Captulo 1

    Andando de volta para casa, virando na esquina de sua rua, ela v um caminho de mudana e isso despertou seu interesse em ver quem estava chegando e que logo seria seu vizinho. Distrada por essa novidade, ela tropeou na calada, quase caindo, quando uma mo apareceu em sua frente para lhe segurar:

    - Opa! Cuidado a, moa! Se eu no estivesse passando, voc realmente ia levar um tombo feio, viu!

    - Ah, obrigada! - Falou ela sorrindo. - Sou muito estabanada! E olha que moro nessa rua h 20 anos e sempre tropeo nos mesmos lugares. Acho que ainda no aprendi em quais lugares no passar.

    Rindo desse comentrio, ele disse:

    - Ah, que bom! - Vendo o ponto de interrogao no rosto dela, ele se corrigiu: - Me desculpe. Comecei mal. Me chamo Roberto, sou seu mais novo vizinho. Disse bom por ter logo o prazer de conhecer algum que mora aqui. Voc nem reparou que acabei de chegar, n.

    - Acho que foi justo por isso que tropecei! - Ela comentou, rindo da situao. - Fiquei olhando o tamanho desse caminho. Quanta coisa deve caber a! Aposto que nem metade das coisas l de casa.

    E apontou para a casa em frente a eles.

    - Legal, vizinha de frente! Perto. Ento, j sei onde pedir uma xcara de acar!

    Percebendo a brincadeira, ela disse:

    - Mas isso pode acontecer realmente, viu. L em casa, somos todos hospitaleiros. Para falar a verdade, toda rua o . Aqui sempre tem festa, onde todos participam e vm moradores de outras ruas at! Mesmo! Esse final de semana ter um. Comemorao de 90 anos do senhor Jos, que mora aqui desde pequeno tambm. Todos se conhecem e acho que voc acabar gostando de tudo. Aposto contigo! Assim, cada um leva uma coisa, comida ou bebida ou os dois, se preferir. E a festa ocorre tranquilamente. s vezes acontece no jardim comunitrio ao final da rua; s vezes, no quintal das prprias casas. Mas a maioria das festas que acontecem, l mesmo porque sempre vem mais gente do que o esperado. Sabe como , n, cidade pequena, todos se conhecem. Mas eu gosto disso! Acho que eu no ficaria bem numa cidade grande, onde ningum se conhece, no se falam, no conversam. Falei demais?

    - No, no. Gosto do jeito que voc fala. E tenho uma notcia, acabei de vir de uma cidade grande.

    - Srio mesmo?

    - Sim. Eu fiquei doente l por tanto trabalhar e no ter tempo para me divertir e essas coisas...

    - Hum. No se acanhe, ento. Aqui ter muito tempo para se divertir! Isso, se gosta de conversar com as pessoas, passear pelo campo, pelo lago... Porque isso o que tem aqui. Tem nada de boate e coisa e tal.

    - No estou procura de vida badalada, no. Pode ficar tranquila. Acho que j passei dessa fase. - Falou meio sorrindo. - Quero mesmo tranquilidade. Me estabilizar, sabe? Ter minha sade de volta. E depois, as coisas viro.

    - Concordo contigo, Roberto! Primeiro a sade; estando sadios, a felicidade chega mais rpido! Agora, tenho que ir. Se no, me me mata por chegar fora do horrio. Tchau!


    Captulo 2

    Com os mveis j em seus devidos lugares, e com, pelo menos, a sala limpa e arrumada, Roberto sentou-se no sof e comeou a pensar na menina em que viu quando chegou. Como ela era bonita! E ficou imaginando qual seria seu nome. Por que no perguntei seu nome? Era a pergunta que o artomentava. Acho que estou ficando como um adolescente! s perguntar da prxima vez que a ver. E ele acabou adormecendo em seu sof.

    No meio da noite, ele acordou de sobressalto por causa de um sonho. Este em que ele ligeiramente se recorda, mas s se sabe que um sonho confuso: ele se v dirigindo noite numa estrada e depois apenas sente como se estivesse sozinho no mundo. Um sonho tanto quanto horripilante, mais para um pesadelo.

    Acordou de novo j ao amanhecer, e com muitos afazeres domsticos. Ainda faltava desembalar muitas caixas e arrumar tudo nos conformes. Sua me iria o visitar dali a uns dias para averiguar a regio de escolha e como seu filho estaria. A me dele, dona Salom, uma mulher de carter, que preza pela sade de seu filho e foi ela quem o recomendou sair da cidade grande. Via que Roberto estava sem verdadeiros amigos e sem rumo na vida.

    Um homem de quase 30 anos, sem esposa e sem filhos, somente trabalhava e tentava tirar um proveito de suas horas vagas indo a lugares que no adiantaria algo para mudar aquela atual situao. Financeiramente, nunca teve problemas. Sua famlia tem boas origens, com dinheiro suficiente para que ele no trabalhasse por toda a vida. No entanto, ele sempre quis no ser s mais um aristocrata ocioso da alta classe. Ento, decidiu ir para a Universidade e se graduar em Engenharia.

    Passando o decorrer dos anos, ele foi se deparando com uma rotina quase infeliz, por no dizer total. Porm, ele continuou com essa vida que conhecia, falando para si mesmo que um dia tudo isso iria melhorar. E como! Roberto sempre ouviu os conselhos de sua me, pessoa que considera com muita experincia de vida, j que se casou com seu pai, um homem rude e arrogante, prprio da alta sociedade; foi parar nessa cidade pequena, onde esperava que as coisas se tornassem como antes, quando criana, quando era feliz.

    Ah, como sua mame uma mulher sbia!


    Captulo 3

    Pela hora do almoo, algum bate sua porta e ele grita um j vai l de sua cozinha, e se surpreende quando v quem pelo olho mgico.

    - Ol! Minha me mandou esse empado para voc. Gosta?

    - Claro! Adoro! Entra a. Estava na cozinha preparando meu almoo, mas agora com esse empado, acho que nem preciso mais fazer nada. S uma salada mesmo...

    - Aposto que gostar! Ela faz o melhor - e sorri com orgulho. - A me faz os melhores quitutes da cidade! Qualquer coisa, s pedir para ela. Seu nome Mrcia.

    - Tudo bem; pode deixar. Quando precisar, j sei que s chamar a dona Mrcia! E qual o seu nome mesmo?

    - Ahh - rindo, ela disse: - Desculpa! Tinha esquecido de me apresentar... Sempre esqueo! Minha me sempre me chama a ateno por isso. Sou Laura, prazer. - E estendeu sua mo para o Roberto.

    - Prazer! Me acompanha? No queria comer sozinho...

    - Tudo bem. S no posso demorar, t? Tenho um compromisso no final da tarde.

    Ao decorrer da refeio, Roberto perguntou Laura sobre a cidade, como so as pessoas, o que se pode fazer, e tambm quis saber um pouco sobre ela, se estuda, se trabalha, o que gosta de fazer no lazer....

    - Sabe, por aqui assim, se voc gosta de passear no campo, de valia porque o que mais tem. Ou se preferir, tem a praa, que sempre fica cheia de gente, principalmente aos finais de semana. Tambm h restaurantes, pizzarias, bares, se quer uma vida um pouco mais agitada. Eu gosto muito de ler, me apaixonei quando comecei por obrigao no colgio. E sou uma menina bastante aventureira! Por isso que falo sempre muito bem da natureza da cidade! Fao trilhas, acampo com os amigos, pescamos no lago, passeamos de barco, conversamos junto fogueira... Enfim, j percebeu, n. Tenho mais amigos homens por gostar dessas coisas. Crescemos juntos e nosso gosto por aventuras cresceu tambm. Quando crianas, s arriscvamos de acampar no quintal da casa... E amos pescar com nossos pais. Corramos descalos pelas ruas, brincando com os passarinhos, e caando alguns de vez em quando... - Lembrou-se rindo. - Mas me fala sobre voc. Falei por demais da conta j.

    Roberto contou como cresceu, quando decidiu se tornar engenheiro, como foi estudar isso... E omitiu certas coisas que julgou no ser necessrio, no momento. Depois disse:

    - Gostaria que voc me levasse nesses lugares que me falou, conhecer seus amigos e me levar para acampar tambm.

    - Claro, Roberto! S me d uns dias para eu organizar esse seu tour pela cidade... - Laura disse rindo. - No quero ser repetitiva, mas...

    - Est na sua hora! - Disse tambm rindo. - Vou esperar esse dia chegar logo!

    Ele a levou at a entrada de sua casa e se despediram.


    Captulo 4

    Enquanto Laura descansava no intervalo de sua aula, ficou pensando em quais passeios os dois fariam; pegou um papel e comeou a anotar suas ideias. Ela ministra aulas de alfabetizao para alunos adultos na escola local como voluntariado. Uma ex-professora dela a convidou para o trabalho h um ano, j que viu nela um potencial. Laura desde ento ensina todos os dias s 18h, exceto aos finais de semana. Ela tambm faz faculdade de Pedagogia e Filosofia; esta ltima distncia e a primeira, tem um plo em sua cidade.

    Assim que seus alunos voltaram do intervalo, ela j estava com a lista pronta: iriam comear pela prpria rua e caminhando ao longo da cidade at chegar parte de mata fechada (onde tem trilhas), dali seguiriam de carro s montanhas para acampar. Chamaria os seus amigos Frederico e Jorge de companhia, que provavelmente aceitariam, e que com certeza tambm iria a Ananda, atual namorada do Jorge. Laura estava criando grandes expectativas quanto ao passeio, querendo transmitir ao Roberto que sua cidade era to boa quanto a uma metrpole.

    Dando retorno aula, ela disse:

    - Julia, comece a leitura do captulo, por favor.

    - ....

    Laura fica sempre contente ao ouvir seus alunos, a quem ela tanto incentivou, a lerem os livros. A primeira parte da aula em cima de exerccios de escrita, tanto ortografia quanto gramtica, e a segunda base da leitura de livros que eles esto fazendo durante a semana. Toda semana cada um l um livro diferente e fazem uma redao em casa sobre o que acharam do mesmo. Os livros so sempre pequenos, porque como todos trabalham, quase no tm tempo de lerem. Porm, desde quando comeou a optar por esse modelo de aula, viu que d certo; at porque todos so dedicados. E tambm h uma discusso da leitura no final de cada ms, como se fosse uma reunio para conversar sobre suas dificuldades e aprendizado.

    s 20h, ela chega em casa e encontra sua me preparando alguns de seus famosos quitutes para a festa do senhor Jos; e fala a novidade de que levar o novo vizinho para conhecer a cidade. Sua me pergunta o que pretende fazer e ela explica sua ideia, ressaltando que levar seus melhores amigos junto se algo der errado; ento, dona Mrcia disse:

    - Levar o Fred e o Jorginho como reforo no melhora a situao, mocinha. Voc mal conhece o rapaz e j vai lev-lo para acampar? E se ele te fizer algum mal? Hein?

    - Me, voc sabe muito bem que os meninos so como meus irmos e que eles me defenderiam de qualquer situao. Tenho f que no vai acontecer nada de errado. E ele gostou do seu empado, me!

    - No fuja do assunto, Laura. Me traga esse Roberto aqui, que quero conhec-lo pessoalmente e ver que f essa que voc tem nele.


    Captulo 5

    Chegado o dia antes da festa do senhor Jos, os amigos de Laura levaram o Roberto at a casa dela para conhecer a dona Mrcia. Ela havia contado sobre o recente vizinho, que ele queria fazer amizades e conhecer a cidade; e tambm contou sobre seu planejamento do passeio. Da, pediu para eles irem busc-lo para ela no precisar sair correndo da aula. Frederico e Jorge adoraram, at porque fazia um tempo que no saam os trs juntos, e conhecer pessoas o forte deles.

    Laura ainda estava no banho, quando os rapazes chegaram e a dona Mrcia foi atender porta.

    - Ol, meninos! Podem entrar e se acomodarem!

    Jorge disse:

    - Oi, tia! Tudo bem com a senhora?

    - Tudo, meu filho.

    - Cad a gorduchinha?

    - T no banho. Acabou de chegar da aula. Vocs vo sair?

    - Aham!

    - Tiaaaa!! Quanto tempo!! - Frederico disse.

    - Oi, Fredinho. Voc deve ser Roberto, o recm-chegado, sim?

    - Sim, senhora. Prazer!

    - Minha filha fez uns planos de passeio...

    - Sim, sim, tia - Frederico disse. - Hoje a gente vai lev-lo pra dar uma volta na cidade.

    - Hum. Voc bebe, Roberto? No vai dirigir se beber hein...

    - Pode deixar, tia - Jorge disse. - A gente nem vai usar carro hoje.

    Roberto um pouco envergonhado, disse que bebe sim, mas que sabe o valor de uma vida para no se arriscar na direo quando beber. E ainda falou sobre sua vinda para a cidade, para ela ir se acostumando com ele e no sempre ficar desconfiada. Disse sua idade, falou sobre sua me e que ele queria que se conhecessem. Assim, dona Mrcia foi se acalmando e dando um voto de confiana a ele.

    Ela tinha preparado uns lanchinhos, os quais estavam na mesa da sala, e que os meninos j estavam comendo quase desesperadamente.

    - Meninos, peguem leve! Se no, tero problemas de digesto viu? - Dona Mrcia disse rindo. E direcionando a fala ao Roberto: - Eles sempre foram assim. A gente pensa que s na fase da puberdade n, mas quanto mais eles cresceram, mais loucos por comida ficaram!!

    Ricardo disse:

    - Eu tambm era assim, s que estava virando uma bolinha e tive que entrar na linha.

    - Ah, mas nem parece, meu filho! Voc to bonito! A gentica te favoreceu, no foi?

    - Sim, tambm - falou envergonhado. - Mas verdade o que eu disse. S estou assim hoje em dia porque reaprendi a comer e fao exerccios regularmente. A, no preciso ficar me preocupando sobre engordar.

    A partir da discorreram sobre vrios temas durante uns quinze minutos at a Laura aparecer na sala. Sentindo um perfume no ar, Roberto virou a cabea em direo ao cheiro e viu que era ela. Foi nesse instante em que percebeu que alguma iria acontecer com os dois; percebeu que essa mulher em sua frente ser a mulher da sua vida.

    _______________________________________________
    Bem, como disse, essa uma histria em andamento, que at agora est mais parecendo para um romance. Mas, quem j est acostumado a ler minhas histrias, sabe que o tom apimentado ainda est por vir...


    ltima edio por Patricia Rolo; 05-11-2011 s 02:45.
    Us girls we are so magical
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    Hard to resist so touchable
    Too good to deny it

  2. Os seguintes 6 usurios agradeceram Patricia Rolo por este post:

    Day mah (28-10-2011), hunter (28-11-2017), nessa_straioto (29-11-2017), Patt (28-10-2011), Sirius (27-10-2011), Vstrega (28-10-2011)

  3. #2
    Metamorfoseando Avatar de Sirius
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    Na internet nada se perde nada se cria tudo se compartilha. Sirius


  4. O seguinte usurio agradeceu Sirius por esse post:

    hunter (28-11-2017)

  5. #3
    Toca Fun! Avatar de hunter
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    Uma historia muito boa vou com certeza atras de mais. Obrigado por postar....
    A vida e cheia de escolhas! Ento qual ser a sua escolha?????

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