• Entrevista com Adalberto Vargas Ribeiro

    Iniciando o projeto de entrevistas da Toca, o nosso primeiro entrevistado será o
    capixaba Adalberto Vargas Ribeiro, autor de Peloponeso.
    Gostariamos de agradecer ao Adalberto por gentilmente ter nos concedido esta entrevista, e
    compartilhado um pouco do seu trabalho conosco.









    TC - Quando foi que houve o despertar genuíno pela escrita?
    AV - Na verdade, eu simplesmente não recordo quando que surgiu a vontade de escrever. Me lembro que quando havia de produzir textos nas aulas de português, os meus sempre eram os mais extensos. Era algo que fazia por prazer. Gostava de inventar personagens e histórias. Todavia, a primeira vez que me deu vontade de escrever um livro de fato foi na 8ª série, em 2002, e eu o chamei de 1943. Era uma história de um grupos de jovens pracinhas brasileiros nos campos de combate na Itália durante a 2ª Guerra Mundial, e ele teve pouco mais de 100 páginas. Depois disso eu sempre escrevia uma coisa ou outra, e em 2005 reuni em uma apostila com centenas de histórias da Mitologia Grega, no que eu chamei de Mitologia Grega. Heróis, Contos e Deuses.
    Agora PELOPONESO, eu confesso que não me lembro realmente como decidi escrevê-lo.

    TC - Quando de fato você percebeu que PELOPONESO merecia ser publicado?
    AV - Eu escrevia por diversão, então não sabia se iria publicá-lo ou não. Depois de mais de 2 anos escrevendo-o apareceu a oportunidade. Como disponibilizei um trecho na internet, duas editoras entraram em contato com o interesse de editá-lo para publicação. Isso foi em agosto de 2009. Só que eu não havia terminado ainda. Depois que optei pela Editora Baraúna, corri para encerrá-lo. Foi aí que decidi que seriam dois volumes. Percebi que apenas 1 deixaria o livro extenso. Em abril de 2010 o terminei e em setembro do mesmo ano ele foi lançado.

    TC - Contou com algum incentivo?
    AV - Quando comecei a escrever, postava os capítulos no orkut. Foram os amigos da faculdade que falaram para não fazê-lo, e sim terminar de escrever e depois tentar a publicação. Como demorei muito para terminá-lo, as pessoas nem comentavam muito sobre, e nem mesmo eu falava muito que estava escrevendo um livro. Depois que descobri que iria publicá-lo que foi bacana, houve bastante incentivo.

    TC - Possui o desejo de publicar 1943 e MITOLOGIA GREGA. HERÓIS, CONTOS E DEUSES? Já pensa em uma data?

    AV - 1943 talvez. Não sei quando, mas talvez eu o reescreva um dia. Agora o de Mitologia não. Há muitos livros sobre o tema, o meu seria apenas mais um.

    TC - Há algum motivo especial para você ter escolhido a Guerra do Peloponeso?
    AV - Como sempre gostei de História Clássica, eu via que as Guerras Médicas possuíam muito mais informações que a Guerra do Peloponeso, desta forma, eu mesmo decidi escrever sobre o tema.

    TC - O livro nos leva para junto de cenários como os campos de batalha, nos dá a sensação de participar das estratégias e discussões de guerra. Com um livro rico em detalhes e curiosidades, você enfrentou alguma dificuldade na junção de informações?
    AV - Bastante. Quando comecei a escrever as minhas pesquisas se limitavam aos livros, o que prova que as bibliotecas ainda são essenciais. Com o advento da internet, e centenas de sites e blogs surgindo a cada dia, sem citar as redes sociais, a busca por informações foi ficando mais fácil. Como se trata de um livro de ficção, me deixa mais livre para tratar de certos detalhes, mesmo que eu sempre busque por ser bem fiel aos relatos históricos, principalmente os de Tucídides, que foi um soldado ateniense que lutou no conflito.

    TC - Alessandro é o personagem principal do livro. É um jovem guerreiro, que assumiu responsabilidades ao ponto de liderar e surpreender. Você poderia dizer se há alguma similaridade entre Alessandro e Adalberto?
    AV - Não, não tem, mas essa é uma pergunta corriqueira. Ele é jovem devido ao tempo que a guerra durou: 27 anos. Se colocasse ele como um adulto maduro, dificilmente ele chegaria ao final das hostilidades, em uma época que poucos homens ultrapassavam os 60 anos e assim dispensados dos serviços militares.
    Sobre ele perder o pai, foi uma infeliz e triste realidade. Quando escrevi o capítulo sobre a morte de Dédalo, meu pai ainda vivia, e sequer estava doente ou coisa parecida.

    TC - O que você sentiu ao ver enfim, o seu livro impresso?
    AV - Foi demais. Uma sensação de vitória e realização que não tem palavras. Foi realmente muito bom.

    TC - Podemos esperar por uma continuação de PELOPONESO?

    AV - Claro. Peloponeso é só o 1º de 2 livros. Já estou escrevendo a continuação. Em 2012 teremos a parte final da história.

    TC - Em 2010, após lançar o seu livro, você recebeu uma carta do Embaixador da Grécia no Brasil, embaixada localizada em Brasília. Mas, você já pensou como seria se o seu livro ultrapasse fronteiras?
    AV - Seria excelente. Ainda não penso muito nisso. Há um caminho muito logo para percorrer e aprimorar muito minha literatura, mas sem dúvidas seria muito bom.

    TC - Vê PELOPONESO com alguma possibilidade de tradução para outra língua, principalmente para a terra do teatro e berço da democracia?
    AV - Acredito que tenha potencial, mas acho complicado para um autor nacional desconhecido ter essa conquista muito rápido.

    TC - Como o passar dos anos o mundo literário tem se expandido. Ao seu ver, o que permite essa expansão? Seriam melhores condições de divulgação?
    AV - Redes Sociais. O advento das vendas online. Empenho das escolas. Enfim, as editoras e autores possuem hoje mais espaço para divulgarem seus trabalhos, e isso influenciou positivamente nessa expansão do mundo literário.

    TC - Mesmo com vários caminhos sendo abertos na literatura, você ainda acha que as pessoas lêem pouco?
    AV - Os jovens estão criando o hábito da leitura, mas ainda é pouco. Seja por falta de tempo, ou mesmo incentivo, o brasileiro lê muito menos que em países mais desenvolvidos, o que é lamentável.


    CONHECENDO UM POUQUINHO MAIS DE ADALBERTO VARGAS.

    -Prioridade de vida: Crescimento pessoal e profissional
    -Paixão: Família e amigos
    -Sonho: Escalar o K2
    -Fracasso: Trancar a faculdade em 2008
    -Momento feliz: Ahhh, são muitos, não há condições de eleger apenas 1.
    -O fim: Uma morte inglória



    PALAVRAS FINAIS DO AUTOR

    Para todos que querem ver seus trabalhos publicados, aconselho muita dedicação na hora da elaboração do texto. Não se preocupem com a publicação. Escrevam primeiro, o melhor que puderem. Sejam criativos e não se cansem de aprimorarem seus trabalhos. Um bom texto é sempre reconhecido. Busquem pelas editoras sem desânimo, a recompensa logo aparecerá.




    Contatos do autor:


    Onde adquirir o livro:



    Equipe:
    Entrevista: Naninha
    Revisão: Day mah/ Dark Creator
    Suporte Geral e Apoio: Sirius

    TOCA DA CORUJA
    Este artigo foi publicado originalmente deste tópico: Entrevista com Adalberto Vargas Ribeiro iniciado por Naninha Ver post original
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